TIPS: O GUIA DOS SAPATOS MASCULINOS

Hi Buddies,

Um leitor, o Fernando Lucas Soares, me deixou um comentário pedindo o seguinte:

“Que tal um post só sobre sapatos e seus modelos?”

Bom, e para acabar de vez com todas as dúvidas sobre como se chama cada elemento de um bom sapato social, e quais as particularidades que diferenciam os principais modelos, o BK mostra agora um verdadeiro raio X de tudo o que você precisa saber.

O GUIA DOS SAPATOS MASCULINOS

Estrutura do sapato social:

1. Contraforte;
2. Palmilha de Acabamento;
3. Forro;
4. Lingueta;
5. Cadarço;
6. Ilhóses;
7. Gáspea;
8. Biqueira;
9. Sola;
10. Vira;
11. Lateral;
12. Salto;
13. Traseiro.

O que é?

Cabedal: Parte superior do calçado destinado a cobrir e proteger a parte de cima do pé. Compreende praticamente toda a extensão do sapato, menos a sola. Divide-se em gáspea (parte da frente) e traseiro (parte lateral e de trás do calçado);

Palmilha de Montagem: Lâmina feita geralmente à base de celulose ou couro, do mesmo tamanho da planta da forma. Ela é fixada por cima da sola, e sobre ela é montado o cabedal do sapato;

Vira: Tira colada, ou costurada, em torno do sapato, sobre a beirada da sola (em geral, do mesmo material), como acabamento;

Palmilha de Acabamento: Material (couro, tecido ou plástico) que recobre o sapato internamente, assentado sobre a palmilha de montagem;

Entressola: Camada intermediária colocada entre a palmilha de montagem e a sola.

Um pouco da história:

O BROGUE:

Originalmente como um sapato rústico, pesado, quase sempre em couro, nasceu para proteger os pés e os furinhos “brogueing”, tinham a função de drenar a água, visto que na Irlanda seus usuários atravessam lamaçais, brejos e afins. Nos anos 1930, o modelo de DNA plebeu caiu nas graças da nobreza inglesa e das estrelas de Hollywood. Hoje os jovens usam e abusam de misturas e o hit é seu uso sem meias. São muitas as possibilidades de um Brogue, o que está na foto acima é um Brogue Wing Tip.

O OXFORD:

O modelo da vez, que agrada aos mais jovens ligados em estilo. Por incrível que pareça, é inspirado no modelo original, um estilo de bota de cano curto do século XVII. Mais tarde, por volta de 1800, tornou-se um sapato elegante, de salto baixo, tradicionalmente fechado e originário da Escócia e Irlanda.

O DERBY:

O mais discreto e cool dos três. Seu primeiro nome era “blutcher” uma bota de couro com cadarços, supostamente inventada no século XIX, pelo general prussiano Gebhard von Blütcher(1742-1819) que liderou seu exército (todos usando a botinha) contra Napoleão, na batalha de Waterloo.

MOCASSIM:

Para aqueles que buscam um social bem mais casual, despojado e leve. Esse pode-se dizer ser um dos modelos mais conhecidosentre os homens. Aconselho que todos tenham pelo menos um desses no closet.

Crédito: Lula Rodrigues

Colaborou Paulo Fraga

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1 Comentário:TIPS: O GUIA DOS SAPATOS MASCULINOS
  1. soqueriaterum

    Paulo, a vira (item 10) não é decorativa. Ela tem uma função estrutural importante no sapato. Aqui no Brasil ela realmente é usada como acabamento estético por causa da maneira como fabricamos adesivo ou blaqueado). A vira falsa é uma espécie de “engana trouxa” para simular um sapato inglês.

    E melhor passar longe de sapatos com palmilha de montagem de celulose e excesso de palmilha de acabamento. Provavelmente são de fabricação barata. Só se custarem muito pouco e for para jogar fora logo.

    Abs