BKFWTOUR: POR DENTRO DA FÁBRICA DA GUCCI

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Hi, Buddies,

Nada é mais clássico na história da Gucci do que os sapatos loafers com o detalhe em bridão. Desde que o primeiro modelo “horsebit” foi inventado, em 1953, o loafer já passou pelos pés de muitas celebridades e ganhou infinitas versões em materiais e cores.

O BK teve o privilégio de fazer uma visita à fábrica da marca, em Florença, na Itália, para ver de perto como estes calçados são produzidos. Foi a primeira vez, na história da marca, que um jornalista acompanhou de perto esse processo, até então nunca antes foi mostrado. Uhuuuu!

A primeira coisa que se nota é que os sapatos são o resultado de um trabalho primoroso, feito por um grupo de artesãos extremamente habilidosos. Os calçados são feitos à mão, com a ajuda de computadores e máquinas, que aperfeiçoam ainda mais os acabamentos.

O processo começa com o time de design, liderado pela diretora criativa Frida Giannini, que propõe novos modelos e materiais para o ateliê. A partir de desenhos e croquis, os primeiros protótipos são criados com a ajuda de um papel adesivo, para só depois ganharem as padronagens bidimensionais, que vão servir para o corte do couro e da sola.

Em seguida, a parte superior do sapato, em couro, é cortada de duas maneiras, a mão, quando são materiais nobres como o couro de crocodilo, ou através de máquinas. “Em 70% da produção, a Gucci utiliza materiais crus para serem tingidos ou tratados somente depois de cortados”, explica um dos guias que nos conduziu pelo tour na fábrica. Uma das maiores preocupações é que cada pedaço de couro tenha a mesma espessura para evitar que o sapato fique com desníveis.

Depois de tingido, o couro está pronto para ir para as mãos do artesão, que costura todo o sapato à mão. Para auxiliar nesta etapa, ele o costura em cima de uma forma de madeira. Além disso, também usam uma espécie de cera aquecida nas áreas da costura para fechar os buracos quando a cera esfria e também para tornar a costura à prova d’água.

Nas etapas seguintes, o couro ainda passa por uma espécie de ferro de passar e, ainda, por um forno antes de ganhar a sola. “Uma preocupação grande nesta etapa é deixar a sola e o sapato perfeitamente alinhados, porque existe um parâmetro, um ponto correspondente entre eles que precisam ficar bem retos”, explica o guia.

Quando a sola está devidamente encaixada, o sapato ganha uma série de polimentos e várias camadas de cores, num processo completamente artesanal. Outra curiosidade, já na etapa de finalização, é que eles usam cera de carnaúba (que em inglês eles chamam de Brazilian Wax) para polir os sapatos. Na finalização, o sapato ganha elementos decorativos, como o “double G” ou ainda os famosos bridões equestres.

Pelo que consegui constar, o grande segredo dos sapatos Gucci não é apenas o primor pela qualidade e o trabalho manual altamente sofisticado. É também a preocupação em fazer sapatos resistentes, leves e maleáveis. Tudo isso, claro, com design atemporal para um calçado que é obrigatório no armário de qualquer homem.

Confiram também o vídeo exclusivo que mostra alguns detalhes do processo de fabricação do “horsebit”.

Enjoy!

httpv://youtu.be/_PN57VIz204

Colaboraram: Hermano Silva e Paulo Fraga

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4 Comentários:
  1. Trying

    Oi, Kadu

    Acompanho seu blog há um tempinho.

  2. Lucas

    Achei muito interessante. O que me surpreendeu é que os sapatos são construidos da mesma forma que qualquer fábrica básica, com a sola simplesmente colada. Não tem muito trabalho do artesão na parte de montagem. A diferença está mesmo é nos materiais exóticos que a gucci tem acesso por ser imensa. Na minha opinião, depois de ver as imagens, fico mais impressionado com a produção de marcas de mocassin de Maine, como a Yuketen, Rancourt e Russel Mocassin, por exemplo. Desculpe se ofendi, não foi a minha intençãp criticara marca. Não quis dizer que o produto é mal feito, só que tem um luxo associado a essas grifes mas ele muitas vezes não corresponde significa algo especial na fabricação em si… Pode ser no design, sei lá.

    Tem um documentario muito interessante sobre o relacionamento dos artesaos na itslia e as grifes de luxo controladas por grandes grupos. Nele, um sapateiro comenta que a Prada pede para ele fazer uma forma em prazo recorde, pega o resultado, reproduz em massa e demora um tempão para pagar. Na verdade não é documentario, lembreo agora que é um episodio daquele blog Putthison. Voces vao achar interessante… Procurem Put This On Season 2 Episode 6. É sobre a diferença entre a qualidade que enxergamos em marcas de luxo e a qualidade real que eles entregam.

    • Fabio

      Muito bom o comentário do Lucas, pra pesquisar e pensar no assunto!

  3. Lucas

    Mentira, eu errei! Agora que olhei direito deu para ver que são blaqueados.

    Mas o que quis dizer é que existem duas opções quando vamos comprar um produto de “preço alto”. Uma envolve as promessas de uma corporação multinacional, e a outra envolve os serviços de um mestre artesão. Só uma delas vem com a assinatura de um designer famoso.

    No caso de um mestre, a pessoa tem acesso a um universo que desconhece, a técnicas “congeladas no tempo”. Ela participa do processo. Também tem as fábricas menores, que as vezes tem linhas próprias, e fazem sapato para as marcas de luxo venderem a um preço premium. Acho que muitos da Gucci são feitos pelo Sergio Rossi, e sei que a Rancourt e a Crocket & Jones fazem os mocassins da RL. Acho que pro consumidor final de uma grife, o processo não importa muito. Olha a costura do mocassim, com o couro todo enrrugado, isso é nível de habilidade do artesão. Ele já comprou a “percepção de qualidade” e o que quer mesmo é a marca, aquele universo. São dois conceitos diferentes, não melhor nem pior, simplesmente diferentes.

    Outro ponto de discussão é que as marcas X e Y que existiam no passado e construiram a reputação que tem hoje, jã não existem mais. Foram a muito tempo compradas por grandes grupos, controlados pelos Darth Vaders e Palpatines do mundo.