TREND REPORT – PAPETES E SANDÁLIAS

TITULOQuando se fala de moda masculina é preciso entender que na maioria das vezes uma tendência começa devagarinho e vai ganhando força estação após estação. Uma moda pode durar alguns anos até desaparecer novamente. É o caso das papetes, um item que têm aparecido nos desfiles internacionais há um tempo e que, pelo visto, continuará no verão 2015.

Para Alex Fury, jornalista e editor de moda do jornal inglês The Independent, o fenômeno das papetes (e sandálias em geral) tem crescido porque elas ajudam a deixar o look informal e com cara de verão.

ALEX

Ainda de acordo com Fury as sandálias também têm a ver com uma tendência mais ampla na moda masculina que é a de revelar os tornozelos. “As calças têm ficado com a barra cada vez mais curtas, expondo uma região do corpo masculino que antes ficava escondido. As sandálias vêm para expor ainda mais o tornozelo”.

Um aspecto importante é considerar que as sandálias ficaram mais sofisticadas e com muitos detalhes, a exemplo da papete da marca Salvatore Ferrgamo – aliás que já virou a nossa favorita por aqui! Ela possui franjas e barbicachos e são bicolores. Há ainda papete em versão Crocs (Wooyoungmi), esportiva (Prada), e clássica (Cerruti).

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Algumas das marcas mostraram sandálias sendo usadas com meias, algo que – ainda bem –  não combina muito com as temperaturas brasileiras!

Por Hermano Silva, do The Gentleman

BKFWTOUR - selo Paris

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8 Comentários:
  1. Ana

    Papete, Kadu? Acho que, em breve, veremos um pochete neste site… Morri!

    • Kadu Dantas

      Quem sabe, não é?! 😉
      Tento a cada dia ser mais aberto a moda e menos preconceituoso. Faça isso também, é um ótimo exercício.
      Beijos!

      • Edson Nova

        E Marx vence de novo! Não sou de esquerda, mas acho que muita coisa se resume a um conflito de classes.
        Itens utilitários, como pochetes, e peças que privilegiam o conforto e funcionalidade, como papetes, estão sempre associados a classes trabalhadoras.
        Já reparou que a gente sempre faz a separação entre ambientes sociais e de serviço? É uma forma de sugerir que quem trabalha não está inserido na sociedade. É como se não fosse possível ser elegante com conforto e simplicidade.
        Assim como nos ritmos musicais, eu tenho me policiado para não julgar itens de moda. Afinal o certo e errado dependem muito do referencial adotado. E é mais do que claro que a nossa cabeça de colonizado gera auto-descriminação.

        Mas, voltando ao exemplo dos ritmos musicais, ainda que eu considere todas as expressões musicais legítimas, eu jamais vou conseguir achar todas belas, pois essa percepção estética está fora da razão.
        Assim sendo, me perdoem, eu não consigo gostar de papetes!
        Elas não são feias e nem erradas, mas não conseguem me atrair…

        • philippe

          Citar Marx é sempre chique, e dá peso ao discurso. Por mais que a inclusão não faça o menor sentido.kkkkkkkkk

          • Edson Nova

            Eu discordo em muitos pontos da ideologia de esquerda, principalmente no sentido econômico. Mas a abordagem histórica por meio do conflito de classes é quase imbatível.
            Sempre há algum aspecto socioeconômico que pende para esse lado.
            Principalmente nas indústrias culturais.
            Eu até evito citar Marx, a menos que faça sentido.

            E classificá-lo como chique é, por definição, impossível.
            Segundo sua própria teoria, o padrão para ser chique é imposto pela elite dominante como um espelho de si, sendo assim um objeto de controle ideológico das massas.

            Se a contestação dos objetos de controle for mais um objeto de controle, teremos uma teoria autodestrutiva.

          • Kadu Dantas

            Sumido! Abraço!

  2. Edson Nova

    Eu preciso admitir: tenho uma cisma com papetes!
    Mesmo quando eu era criança, quando as papetes do Guga eram um sucesso, eu nunca gostei.
    Que me perdoem os amantes deste calçado tão singular…

  3. Bruno

    Kadú, é bacana usá-la com um terno para ir a um casamento de dia?