TODAY’S OUTFIT #549 – ALFAIATARIA AMPLA

Hi, Buddies,

Ontem chegou às bancas a revista GQ Brasil de março com uma matéria superbacana sobre street style. Uma foto minha (OBA!) com um dos looks que usei na PFWclique aqui para ver –  foi usada para ilustrar uma das tendências mais fortes e polêmicas (pelo menos nas minhas redes sociais) da última temporada de moda: a alfaiataria ampla!

“O novo modelo de calça masculina é uma resposta ao slim, que vem reinando desde o início dos anos 2000. Reto na cintura e amplo nas pernas, lembra uma pantalona feminina e tem na fluidez de movimentos o seu trunfo”, diz Sylvain Justum, meu amigo e editor de moda da revista GQ Brasil.

Marcas como Lanvin, Ports 1961, Paul Smith, Valentino e Maison Margiela foram somente algumas que apostaram neste shape. O que a diferencia da pantalona tradicional é o fato de seu corte começar idêntico ao de uma calça alfaiataria normal, bem seca na cintura, porém com uma prega que sai de cima do bolso, a deixando ampla na silhueta.

Como estamos acostumados com a ditadura do slim, ela causa certa estranheza no primeiro momento. Além disso, a alfaiataria ampla remete ao novo conceito da moda, o gender-neutral, que expliquei por aqui ontem, neste post. Há também um perfume setenta, principalmente por causa da boca bem larga, remetendo as calças daquela época.

Assim que comecei a ver este tipo de calça nos desfiles e nos editores de moda internacionais, minha inquietação em querer mostrar as últimas novidades por aqui me levaram a achá-la – Ufa. Eu realmente gostei desta proposta, principalmente por que dá para brincar com as proporções, outro assunto em alta no mundo fashion masculino.

Ah, ela é ideal para homens que gostam de conforto e versatilidade já que pode ser usada com camisas, camisetas, jaquetas, blazers e tricôs.

Mas e aí, o qual a opinião de vocês?

Será que pega por aqui?

Me conta!

TODAY’S OUTFIT #549 - ALFAIATARIA AMPLA

Créditos:

Óculos: Dior Homme

Camisa: Ricardo Almeida

Calça: Ports 1961

Espadrilhas: Superglamourous

Pasta: Fauré Le Page

Relógio: IWC Watches

Pulseiras Búzios: Cielle Design

Pulseira pedras claras: Erick Murta Design

Riviera: Priya

Pulseiras Turquesa, Esmeralda e Espinélio verde: Mônica Caetano

Riviera Onix: Paulo Teixeira Jóias

Pulseira Senhor do Bonfim: Carlos Rodeiro Joalheiros

Fotos/Photos: Arthur Vahia

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4 Comentários:
  1. Valentina

    I find your blog just now….too much glamour!
    Valentina
    http://www.mybubblyzone.com/

  2. Philippe

    Não é feia, mas também não é linda. Causa estranhamento. A calça tem um ar feminino. É algo que chama atenção pelo ineditismo da peça no vestuário masculino. Ela pode encontrar adeptos em setores bem específicos do grupo homem, e assim, ser usado por uma minoria.

  3. Edson Nova

    Philippe! Há quanto tempo?!
    Precisamos de mais alguns dos seus comentários cômicos: você é o melhor!

    Voltando à calça…
    De fato os traços também me pareceram um pouco femininos, mas eu gostei da proposta.
    Assim como a skinny, não serve para todos os tipos de corpo e nem todos os tipos de ocasião. Mas são propostas interessantes de feminilizar um pouco a imagem do homem, que pode e deve ser sensível, falível e tranquilo.

    Eu acho que provocar e quebrar paradigmas é bacana, mas não se pode criar um paradigma reverso: a ditadura da liberdade! O fato de eu questionar uma ideia não significa que deva abandoná-la: eu posso concluir que realmente é o melhor! Há muita coisa boa em sermos os mesmos e vivermos como nossos pais.

    Não concordei muito com o fato de Kadu se referir à slim como uma ditadura.
    Na minha opinião, a slim é a modelagem mais democrática e universal: justamente porque é apenas o corpo sutilmente revelado. Eu diria até o corpo assumido.
    É minimalista. É até humanista.

    Concordo que a alfaiataria não pode ter limites. Concordo que cada um deve ter o direito de expandir os seus próprios limites. Mas me dou ao direito de fixar meu limite. Fico na slim sem ditadura, aplaudindo honestamente ao surgimento de um novo conceito.

  4. Douglas

    Kadu, bom dia!

    Acompanho você pelo instagram e tenho apreço pelo seu cuidado com o vestir-se.
    Porém, este post me chama atenção pela ousadia e desconstrução de paradigmas. Propor isso é despertar as tão saudáveis e necessárias reflexões.
    Pessoalmente, sou adepto das modelagens amplas. Calças pantalonas fazem parte sim do meu cotidiano. Logo, gender-neutral is in me. Traduz a minha personalidade e ajuda a desconstruir certos “limites” que reverberam nas famosas “ditaduras”. E isso não me faz deixar de usar o slim, o skinny muito menos o boot cut. Amplia as possibilidades e diversifica as personas. Nada mais interessante.
    Ótimo trabalho! Diversidade sempre.
    Abraços. D.