5 PERGUNTAS PARA JÈRÔME LAMBERT, CEO DA MONTBLANC

Hi, Buddies,

Em sua última visita ao Brasil, tive o prazer de me encontrar mais uma vez com o Monsieur Jèrôme Lambert, CEO da Montblanc, que esteve no Rio de Janeiro para lançar a nova coleção da marca, a Urban Spirit. Aproveitei que fui convidado para o evento e lhe fiz 5 perguntas sobre a marca, os próximos passos e a comemoração dos 110º aniversário da marca. A entrevista está bem interessante. Confira já!

BK – Entre todas as novidades que sairão nos próximos meses, qual a sua favorita e porque?

JL – Sabe, essa pergunta é como perguntar para um pai qual é seu filho preferido. (risos) Vou escolher por categorias, começando pelo couro. Em uma perspectiva de conforto eu escolho a bolsa “24 horas”. Gosto do material, do design sofisticado, e do formato que é absolutamente perfeito. É uma integração, uma combinação de um ótimo trabalho feito com a matéria prima da Montblanc. Como viajo muito, ela é perfeita, especialmente para quem viagens à negócios. O couro e os acabamentos são muito bons. É moderna, mas com a essência da Maison, quando falamos do trabalho manual que é utilizado.

Quanto aos relógios, eu amo … porque tem a hora das principais capitais do mundo, assim como as estações do ano. Além de elementos do trabalho excepcional da Montblanc.

Já os instrumentos de escrita, é a 1906 Rouge et Noir, edição limitada, revestida de ródio, assim como as abotoaduras da mesma coleção. Elas são ótimas, encaixam perfeitamente na camisa. Eu gosto quando a marca é capaz de interpretar e dar vida para sua história com sofisticação e elegância. É muito importante ser verdadeiro com suas raízes.

BK – A Montblanc está celebrando seu 110 aniversário. Qual o segredo dessa trajetória de sucesso que, anos após ano, continua atraente para seus consumidores?

JL – Nós sempre acreditamos que podemos progredir e criar. Primeiro, buscamos novos materiais que vão tornar o produto melhor, além de sempre surpreender e fazer com que o cliente se identifique com nossos produtos. Em segundo, a forte filosofia dos fundadores e, em terceiro, os nossos artesãos, que são capacitados nos lugares mais adequados para a fabricação de cada peça: os instrumentos de escrita são feitos na Alemanha, os relógios na Suíça e o couro na Itália, ou seja, em grandes centros de excelência para que os produtos continuem com a qualidade ímpar da Maison.

BK – Como lidar com a transição de gerações dos consumidores da marca, ou seja, como estabelecer um diálogo entre a tradição e a modernidade?

JL – Esta é uma ótima pergunta. Eu acredito, na verdade, que isto vem da capacidade de ser moderno e, ao mesmo tempo, verdadeiro com sua história. Eu não acho que temos que juntar moderno com tradicional, eu acho que de alguma maneira a tradição esta no seu DNA e você pode trazer isso para os tempos modernos. A Montblanc sempre faz o melhor em todas as categorias com que trabalha, se dedicando a essência, a qualidade e a funcionalidade dos produtos. Esta modernidade seria um tipo de “recriação” e, se o seu know-how é bem definido, a tradição esta por toda parte. Seria como nos expressar da maneira moderna mas com o material tradicional.

BK – Qual o perfil do homem Montblanc?

JL – A Maison começou sua história como especialista em instrumentos de escrita e logo se tornou uma das maiores marcas de luxo do mundo. E agora fazemos parte da vida do cliente. Uma bolsa por exemplo, pode carregar uma camisa e tudo mais o que você precisa para o dia seguinte, porque hoje em dia a vida mudou. Existe o trabalho, mas a viagem agora também faz parte dele. Já com a bolsa 24 horas, você pode levar também os sapatos e tudo o que for necessário para seu dia a dia.

É a capacidade de melhorar a experiência do cliente, isto é algo muito importante para nós. Como também criar um instrumento de escrita que pode ser funcional e outro para colecionadores, graças aos nossos incríveis artesãos. Então, o perfil dos nossos clientes são modernos, progressivos, bem sucedidos e jovens porque estamos em uma era que definimos nosso tempo. Não tenho mais o mesmo rosto que anos atrás mas hoje corro maratonas e faço muito mais do que fazia anteriormente. É a sua mente que te guia, claro que com algumas limitações, mas meu corpo funciona melhor que há 20 anos atrás.

BK – O senhor geralmente da dicas no processo criativo ou deixa esta tarefa exclusivamente para este departamento?

JL – Na verdade, eu respeito a capacidade do meu time de designers. Porém, sou bem preciso no que espero, no que não quero e quando algo mais precisa ser feito. Dito isto, eu nunca disse a um designer o que ele deveria ter feito. Não tento dar uma solução para o trabalho deles quando algo não esta adequado. Simplesmente digo não. A criação é algo do departamento criativo. Meu trabalho é saber quando termina e saber o que dizer. Eu interajo, mas quem faz o trabalho é o time criativo.

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