#BKVIAJA: MARROCOS – MARRAQUEXE

Hi, Buddies,

Dando sequencia aos post da minha viagem para o Marrocos, não poderia deixar de falar de um dos lugares mais lindos e exóticos que já visitei: Marraquexe. Sua arquitetura única e cheia de mistérios se misturam aos cheiros e sabores surpreendentes da cidade mais famosa do Marrocos.

Organização no caos! É assim que os marroquinos descrevem a Medina de Marraquexe. A cidade, que foi construída sob a cor ocre e com construções baixas, fica situada no sudoeste do país, na base da cordilheira do Atlas.

Existem inúmeros lugares para visitar em Marraquexe, o que deixa qualquer viajante meio desnorteado. Por isso, é sempre bom contar com a ajuda de pessoas que conhecem a cidade e seus arredores de verdade. A Morocco Imperial, agência especializada em turismo de luxo para brasileiros em Marraquexe, sabe todos os segredos que Marraquexe esconde. Desde cafés e restaurantes frequentados apenas por locais até passeios surpreendentes com guias que falam português. A agência é comandada pelo casal Hadi e Lilian Akkouh, que trocaram São Paulo pelos encantos do Marrocos. Eles cuidam de tudo, do receptivo à hospedagem, sempre acompanhando seus clientes de perto, lado a lado, durante todo o tempo.

Começamos a explorar a cidade pelo único jardim botânico por ali, o Jardim Majorelle. Projetado pelo artista Jacques Majorelle, pertenceu a Yves Saint-Laurent de 1980 até sua morte. Pelo jardim, pode-se desfrutar de um maravilhoso conjunto de flores exóticas e cactos de vários lugares do mundo que o pintor trazia das suas viagens. Em 1937, Majorelle criou o “azul Majorelle”, um intenso azul cobalto presente nas paredes da casa e do terreno que cerca o jardim até hoje. Com a morte de Saint-Laurent, Bergé Pierre passou a cuidar da propriedade. A novidade é que, muito em breve, um museu em homenagem a Yves Saint-Laurent será inaugurado no local. Boa dica: dentro do Jardim Majorelle existe uma ótima lojinha, com itens exclusivos e que só são encontrados lá.

E por falar em hospedagem, em Marraquexe só existe um destino: Mandarin Oriental Marrakesh.

O hotel, que também foi inaugurado recentemente, parece um oásis no meio da cidade. Suas “Villas” impressionam até mesmo os viajantes que já estão acostumados com instalações luxuosas. São verdadeiras casas, com mais de 200 metros quadrados, piscina privativa (enorme), jacuzzi, banheiro amplo e toda mordomia que só a rede asiática consegue oferecer. O Spa é uma atração à parte. Com tratamentos exclusivos, a área ainda possui piscina privativa e academia de ginástica superequipada.

O mais bacana é que este oásis de luxo está localizado a 20 minutos de carro do Djemaa el-Fna. Um transporte gratuito leva os hóspedes para a medina quando necessário. O café da manhã é no Salon Berbère com vista para as piscinas, redrados de flores… O restaurante da piscina, o Pool Garden é especializados em comidas orgânicas e vegetarianas. Já os jantares com pratos estrelados por chefs como Meryem Cherkaoui, podem ser degustados com harmonização de vinhos no Mes’lalla. Um hotel para guardar na memória.

Outro lugar indispensável para quem visita a cidade é a Praça Jamma El Fna. Localizada na Medina, é uma área protegida pela Unesco e Patrimônio Mundial da Humanidade. Nela acontece de tudo! Há espetáculos com músicos, dançarinos, encantadores de serpentes, domadores de macacos, acrobatas, contadores de histórias, jogos para divertir os visitantes, além de uma deliciosa gastronomia local. Essa movimentação ocorre há muitos séculos, pois esta parte da cidade sempre recebeu muitos estrangeiros mesmo durante as trocas comerciais de camelos das caravanas subsaarianas.

Na cidade há inúmeros museus e lugares para visitar, como o Medersa Ben Youssef, faculdade islâmica do século XII muito bem preservada com os quartos dos alunos e um pátio central belíssimo; a Mesquita da Koutoubia, construída no século XII, é o monumento mais famoso e mais fotografado de Marraquexe; o Palácio Bahia, construído no século XIX para ser o mais imponente da cidade. Tem um enorme jardim, com pátio central e várias salas incrivelmente decorados com trabalhos de artesãos de todos os cantos do Marrocos. Detalhe: possui 150 quartos. O Túmulo Saadiano é um mausoléu do século XVI com os corpos de 60 membros da Dinastia Saadiana. Ficou esquecido durante centenas de anos, sendo reencontrado em 1917. Hoje, é um dos lugares mais visitados de Marraquexe.

Se você acha que já viu grandes centros comerciais, pode começar a repensar essa ideia. Dentro da Medina de Marraquexe existem os famosos souks, lugar onde se pode encontrar de tudo, desde artesanato, comida e roupas a perfumes e especiarias. Os tradicionais mercados ao ar livre são um dos mais importantes pontos turísticos das cidades marroquinas. São verdadeiros labirintos de produtos de todos os tipos. Os itens mais legais são as antiguidades que podem ser encontradas por lá, como facas entalhadas com prata e ossos de camelos, bolsas em couro com bordados de cordas – aliás, foram os marroquinos que inventaram “marroquinerie”, excelência na arte em couros –, entre muitos outros artigos. Nas sociedades islâmicas, os souks faziam parte dos três centros funcionais das cidades, juntamente com o palácio dos governantes e a mesquita.

Contudo, um dos passeios mais lindos fica a alguns quilômetros de distância de Marraquexe. Reserve um dia inteiro para conhecer a Cordilheira do Atlas, uma cadeia de montanhas ao noroeste da África, que abrange o Marrocos, a Argélia e a Tunísia. Durante nosso trajeto até os pés da cordilheira, encontramos casas de pedra e barro, estrategicamente construídas na mesma coloração das montanhas, como forma de camuflagem contra eventuais inimigos. Seus habitantes, os berberes, surgiram no Império Romano e hoje estão espalhados ao longo do norte da África. São, na sua maioria, muçulmanos sunitas e falam um idioma próprio que agora faz parte da língua oficial do país. Tivemos a sorte de ainda conseguir pegar neve no pico da cordilheira. A subida da montanha leva-nos até Azrou, uma povoação de origem berbere onde é possível encontrar hotéis, já que fica próxima a uma estação de esqui conhecida localmente como a “Suíça marroquina”. Por lá, tivemos um almoço típico, apreciando a paisagem fabulosa, que parece ter saído de um livro.

Terminada a viagem, hora de pegar o voo mais charmoso dos últimos tempos: Marraquexe – Paris abordo da business class da Air France. A companhia área inaugurou recente esse trecho, feitos por um A380, três vezes por semana, com cabines equipadas com o que há de melhor para voos de média duração.

Chegando em Paris, tive o privilégio de receber o serviço Meet & Assist nos aeroportos de Paris-Charles de Gaulle. Ele é ideal para quem não domina outro idioma ou não tem familiaridade com aeroportos do tamanho dos de Paris. Até eu já me perdi algumas vezes… Rs!

Mas como funciona?

Ao partir, fazer uma conexão ou chegar em um dos aeroportos onde a Air France opera na França, o turista pode ser recebido por um dos agentes da companhia, que será responsável por acompanhá-lo durante toda a sua passagem pelo aeroporto, como controle de passaporte, despacho de bagagem, além da ajuda no idioma. No aeroporto de Paris-Charles de Gaulle, mediante solicitação nos balcões de atendimento e disponibilidade, sem taxas adicionais, é possível pedir acompanhantes também em outros idiomas como o português. Incrível, né?

A tarifa é de €150 por pessoa no aeroporto de Paris-Charles de Gaulle e de €120 nos aeroportos Paris-Orly, Bordeaux e Nice. Para incluir acompanhante, a tarifa adicional é de €20 no Charles de Gaulle e €10 nos outros três aeroportos. Para solicitar o acompanhamento é preciso verificar a disponibilidade do serviço e fazer a contratação com antecedência diretamente com a equipe da França, através do telefone +33 (0)1 72 95 00 77 (segunda a sexta, das 8h às 21h e sábado, até às 20h, no horário de Paris). As reservas podem ser feitas até 2h antes da partida de seu voo, no caso do Charles de Gaulle, ou 48h antes da partida para os demais aeroportos. #FicaADica! 😉

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